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Vista aérea de caminhões estacionados lado a lado nas docas de um galpão logístico

Gestão e indicadores

Como medir a produtividade do motorista de coleta e entrega sem injustiça

Por MoveControl · · 6 min de leitura

Resposta rápida

Para medir a produtividade do motorista sem injustiça, compare apenas o que ele controla e sempre em condições parecidas: mesma região, mesmo tipo de parada e mesma faixa de horário. Número de paradas no dia, sozinho, mede a rota que ele recebeu, não o trabalho dele. Separe tempo de deslocamento, tempo de atendimento e motivos de falha, e converse sobre os números com o próprio motorista antes de tirar conclusão.

Todo gestor de frota já ouviu a frase: fulano faz quarenta paradas, sicrano faz vinte e cinco. A comparação parece objetiva e quase sempre está errada. Quem fez vinte e cinco pode ter recebido a região mais espalhada, os clientes mais demorados e as janelas mais apertadas.

Por que o ranking por paradas é injusto

O total de paradas do dia é resultado de quatro coisas: a rota atribuída, os clientes daquela rota, o trânsito e, por último, o motorista. Quando o ranking ignora as três primeiras, ele premia quem pegou a rota fácil. A equipe percebe isso rápido, e o indicador perde o respeito.

Há um efeito pior. Motorista cobrado só por quantidade aprende a fugir de parada difícil, a registrar falha cedo demais e a correr. Nenhum desses comportamentos interessa à empresa.

O que o motorista controla e o que não controla

  • Controla: pontualidade na saída da base, seguir a sequência planejada, qualidade do registro e do comprovante, tempo de atendimento em locais onde o processo depende dele.
  • Controla em parte: tempo de deslocamento, que também depende do trânsito e da sequência recebida.
  • Não controla: distância entre as paradas, tempo de espera na doca do cliente, mercadoria que não estava pronta, janela de horário mal combinada.

A medição justa começa separando essas três camadas. O que ele não controla vira pauta para o planejamento ou para o comercial, e não entra na avaliação individual.

Indicadores que funcionam na prática

Paradas por hora de rota, comparadas dentro da mesma região: total de paradas concluídas dividido pelas horas entre o início da rota e o retorno à base. Dois motoristas que alternam a mesma região ao longo do mês dão uma comparação muito mais limpa do que dois motoristas em regiões diferentes.

Tempo de atendimento no mesmo cliente: se três motoristas visitam o mesmo endereço ao longo do mês, a média de cada um naquele local mostra diferença de método. Quando os três demoram parecido, o tempo é do cliente, não de quem dirige.

Taxa de sucesso com motivo: paradas concluídas divididas pelas tentadas, multiplicado por cem, sempre lida junto com os motivos. Falha por cliente ausente não é do motorista. Falha por falta de tempo, repetida, pode ser da carga de trabalho que ele recebeu.

Como equilibrar a carga antes de comparar

Comparação justa exige distribuição justa. Se a atribuição das coletas é feita de cabeça, o motorista mais confiável acaba recebendo sempre o pior pedaço, porque o gestor sabe que ele resolve. No fim do mês, ele aparece com menos paradas do que o colega.

Um quadro de atribuição por motorista deixa visível quanto cada um recebeu no dia, o que ajuda a enxergar o desequilíbrio antes de ele virar número.

Quando entra uma coleta nova no meio do dia, a sugestão do melhor motorista aponta quem encaixa aquela parada com menos impacto na rota, em vez de mandar sempre para o mesmo.

Como conversar sobre os números com a equipe

  1. Mostre o número ao motorista antes de mostrar a qualquer outra pessoa e pergunte o que aconteceu.
  2. Use períodos de pelo menos algumas semanas. Um dia ruim não diz nada.
  3. Compare cada motorista com o próprio histórico, além de com os colegas.
  4. Registre o que ele apontar sobre clientes e endereços. Quase sempre há informação que o escritório não tem.

Sobre localização: acompanhar o veículo durante a rota é parte do trabalho, mas fora dela não. No MoveControl, o GPS só é registrado com a rota iniciada, por respeito à LGPD, e isso vale deixar claro para a equipe desde o primeiro dia.

Um exemplo ilustrativo ajuda a fixar a ideia. O motorista A conclui 38 paradas por dia no centro, com clientes a poucos quarteirões uns dos outros. O motorista B conclui 24 em uma zona industrial, com quilômetros entre um cliente e outro e espera em portaria. Olhando só o total, A parece muito melhor. Olhando o tempo de atendimento nos clientes que ambos visitam e o cumprimento das janelas, os dois podem estar no mesmo nível, ou B pode estar à frente.

Por fim, inclua na avaliação o que não aparece em contagem: cuidado com a carga, qualidade da foto do comprovante, relacionamento com o cliente e zelo com o veículo. Esses pontos sustentam o contrato com o cliente tanto quanto a velocidade.

Os tempos de deslocamento e atendimento e os volumes por motorista ficam nos indicadores do MoveControl. Para ver como isso se aplicaria à sua equipe, fale com um especialista.

Fale com um especialista e conte como você avalia os motoristas hoje.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Posso pagar bônus por número de entregas?

Pode, mas bônus só por quantidade tende a estimular pressa e registro de falha prematuro. Se for usar incentivo, combine quantidade com taxa de sucesso e qualidade do comprovante, e compare motoristas em regiões equivalentes.

Como saber se o tempo alto de atendimento é culpa do motorista ou do cliente?

Compare o tempo de motoristas diferentes no mesmo cliente. Se todos demoram parecido, a causa está no local: fila na doca, conferência lenta, mercadoria que não estava separada. Se só um demora, vale acompanhar o método dele.

Rastrear o motorista o tempo todo ajuda a medir produtividade?

Não ajuda e cria problema de privacidade. O que mede produtividade são os registros da rota: chegada, saída e resultado de cada parada. Localização fora do horário de rota não acrescenta nada a essa conta.

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