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Pátio de carga com carretas alinhadas, visto de cima

Gestão e indicadores

Como dimensionar a frota para coleta e entrega: quantos veículos você precisa

Por MoveControl · · 7 min de leitura

Resposta rápida

Para dimensionar a frota, parta da demanda no horário de pico, e não da média do dia. Calcule quantas paradas um veículo consegue fazer por jornada, considerando tempo de deslocamento, tempo de atendimento e retorno à base, e divida a demanda do pico por essa capacidade. Depois acrescente uma folga para ausência, manutenção e coletas avulsas. Antes de comprar veículo, confira se a rota atual está bem sequenciada, porque rota ruim faz a frota parecer pequena.

Frota pequena demais gera atraso, hora extra e cliente insatisfeito. Frota grande demais gera veículo parado, que custa parcela, seguro e motorista ocioso. A decisão costuma ser tomada no susto, depois de uma semana ruim. Um cálculo simples, refeito a cada trimestre, tira o susto da conta.

Comece pela demanda por dia e por hora

Levante quantas coletas e entregas a operação faz em cada dia da semana e em cada faixa de horário. A média mensal engana: uma operação com segunda-feira muito carregada e sexta tranquila precisa de frota para a segunda, ou de uma regra clara sobre o que fazer no pico.

Separe as coletas fixas, que se repetem e são previsíveis, das avulsas, que chegam durante o dia. As fixas definem a base da frota. As avulsas definem a folga.

Uma agenda de coletas fixas e avulsas bem mantida já responde boa parte dessa pergunta, porque mostra a carga de cada dia antes de ele começar.

Calcule a capacidade de um veículo por jornada

A conta por extenso: horas úteis de rota, que são a jornada menos o tempo de carregamento, de intervalo e de retorno à base, divididas pelo tempo médio por parada, que é o tempo de deslocamento até a parada somado ao tempo de atendimento nela.

Exemplo ilustrativo: jornada com 7 horas úteis de rota, ou 420 minutos. Deslocamento médio de 9 minutos e atendimento médio de 12 minutos dão 21 minutos por parada. A capacidade fica em 20 paradas por veículo. Se o pico é de 130 paradas no dia, a conta aponta 6,5 veículos, ou seja, 7. Os números do exemplo são inventados para mostrar o cálculo. Os seus vêm do histórico da sua operação.

Confira também a capacidade de carga. Em operações de volume grande, o veículo enche antes de a jornada acabar, e o limite passa a ser peso ou cubagem, e não tempo.

Faça a conta por região, e não para a operação inteira. O tempo de deslocamento entre paradas no centro é muito menor do que em bairros afastados ou em cidades vizinhas, então a capacidade por veículo muda bastante de uma área para outra. Somar tudo em uma média única costuma indicar frota de menos para a região espalhada e frota de sobra para a região densa.

Considere também o perfil do veículo. Moto, utilitário e caminhão têm capacidades, custos e restrições de circulação diferentes. Parte da demanda pode caber em um veículo menor e mais barato, e o dimensionamento por tipo de carga evita usar caminhão para levar envelope.

Acrescente a folga certa

  • Ausência: férias, atestado e folga precisam de cobertura, própria ou contratada.
  • Manutenção: veículo em oficina é veículo a menos, e a preventiva tem data marcada.
  • Coletas avulsas: a demanda que entra ao longo do dia precisa de espaço nas rotas.
  • Janelas apertadas: muitos clientes no mesmo horário exigem veículos em paralelo, mesmo com pouca parada no total.

A folga não precisa ser toda em veículo próprio. Muitas operações mantêm a frota própria dimensionada para a base previsível e usam agregado ou terceiro nos picos. O cálculo continua o mesmo, só muda quem cobre a última fatia.

Antes de comprar veículo, revise a rota

O tempo de deslocamento por parada entra no denominador da conta. Se a sequência das paradas é montada de cabeça, com idas e voltas pela mesma região, a capacidade por veículo cai e a frota parece insuficiente. Melhorar a rota equivale a ganhar capacidade sem comprar nada.

A otimização de rotas do MoveControl é determinística e considera janela de horário e prazo de retorno à base. Com as mesmas paradas, o resultado é o mesmo, o que permite comparar cenários de frota com confiança.

Sinais de que a frota está mal dimensionada

  • Falha por falta de tempo aparece com frequência entre os motivos de insucesso.
  • Retorno à base acontece sistematicamente depois do prazo.
  • Coleta avulsa é recusada ou empurrada para o dia seguinte como regra.
  • No sentido contrário: veículos voltam cedo todos os dias ou saem com poucas paradas.

Esses sinais aparecem nos indicadores: coletas por dia e hora, tempos de deslocamento e atendimento e motivos de falha, que são exatamente os insumos do cálculo.

Quer fazer essa conta com os dados da sua operação? Fale com um especialista.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Devo dimensionar a frota pela média ou pelo pico?

Pelo pico recorrente, que é aquele que se repete toda semana, e não pela média. Picos raros, como datas sazonais, costumam ser mais baratos de cobrir com reforço temporário do que com veículo próprio parado o resto do ano.

Com que frequência devo refazer o cálculo da frota?

A cada trimestre ou sempre que houver mudança relevante na carteira, como entrada ou saída de um cliente grande. O cálculo é rápido quando os tempos por parada e a demanda por hora já estão medidos.

Um roteirizador diminui a frota necessária?

Depende de como a rota é montada hoje. Se a sequência atual já é boa, o ganho é pequeno. Se há muito deslocamento desnecessário, a melhora na rota aumenta a capacidade por veículo, e o efeito só pode ser afirmado depois de medir a sua operação.

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