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Avenida larga entre prédios altos, com carros ao fundo

Roteirização

Velocidade média real na cidade: por que a estimativa do mapa engana a roteirização

Por MoveControl · · 6 min de leitura

Resposta rápida

A estimativa do mapa calcula o tempo de um carro de passeio entre dois pontos, sem parar. A operação de coleta e entrega gasta boa parte do dia fora desse cálculo: procurando vaga, passando por portaria, esperando a carga, conferindo volumes e registrando o comprovante. Por isso a velocidade média real de uma rota urbana, contando o dia inteiro, é muito menor que a do mapa. Planejar com o tempo do mapa gera rotas que atrasam todos os dias pelo mesmo motivo.

O que a estimativa do mapa não vê

O aplicativo de navegação é bom no que se propõe: estimar o deslocamento de porta a porta para um veículo leve. Ele não sabe que o seu utilitário não entra naquela rua estreita, que a área de carga e descarga fica na rua de trás, nem que o motorista vai andar cem metros com o carrinho até a recepção.

  • Estacionamento: encontrar vaga permitida para carga e descarga no centro pode levar mais tempo do que o trajeto.
  • Acesso: portaria, cadastro, crachá, elevador de serviço, doca com fila.
  • Espera: a carga que ainda está sendo embalada, o responsável que saiu para almoçar.
  • Conferência: contar volumes, conferir nota, colher assinatura, tirar foto do comprovante.
  • Restrições de circulação: horários e zonas em que veículos de carga não podem rodar.

Tempo de deslocamento e tempo de parada são coisas diferentes

O erro mais comum no planejamento é tratar a parada como instantânea. Uma rota com trinta paradas e cinco minutos esquecidos em cada uma esconde duas horas e meia de trabalho. No papel a rota fecha às 16h. Na rua, fecha às 18h30, e a carga perde o corte.

O planejamento realista separa os dois componentes. O deslocamento vem do mapa, com algum ajuste. O tempo de parada vem da experiência da operação e varia por tipo de local: prédio comercial com portaria é diferente de loja de rua, que é diferente de galpão com doca.

Como medir o tempo real da sua operação

  1. Registre hora de chegada e hora de saída em cada parada, por algumas semanas.
  2. Agrupe por tipo de local e por cliente recorrente, e calcule o tempo típico de cada grupo.
  3. Compare a duração prevista da rota com a duração realizada, dia a dia.
  4. Identifique os clientes em que a espera é sistemática e leve o dado para a conversa com eles.
  5. Atualize o tempo de parada cadastrado e repita a comparação.

Esse registro não precisa ser manual. No MoveControl, o motorista conclui cada parada no app do motorista, com comprovante e foto obrigatória, e o horário de cada conclusão fica guardado. O app funciona offline, então a garagem subterrânea sem sinal não apaga o registro.

Os dados ficam disponíveis nos indicadores, com exportação em CSV para quem quiser aprofundar a análise em planilha.

Depois de algumas semanas, aparece um retrato que costuma surpreender. O motorista passa uma parte grande do dia com o veículo parado, e isso não é sinal de baixo rendimento: é a natureza do trabalho urbano. A velocidade média do dia inteiro, contando deslocamento e paradas, fica muito abaixo da que o velocímetro mostra em movimento. É esse número, o da sua operação, que deve alimentar o planejamento.

A medição também ajuda nas conversas difíceis. Mostrar a um cliente que a coleta dele leva sistematicamente quarenta minutos, quando o combinado era dez, é diferente de reclamar de forma genérica. Com o dado na mão, dá para pedir que a carga esteja pronta na chegada ou rever o preço do serviço.

O horário do dia muda tudo

A mesma avenida tem comportamentos diferentes às 7h, às 11h e às 18h. Quem opera em capital sabe que atravessar a cidade no fim da tarde pode custar o dobro do tempo da manhã. Isso tem consequência direta para a sequência: deixar a região mais distante para o fim do dia costuma ser má ideia quando o retorno à base coincide com o pico.

Chuva, dia de pagamento no comércio, evento na região central e volta às aulas também mexem com o tempo. Nenhum planejamento prevê tudo isso. O que ele pode fazer é embutir folga onde o risco é maior e avisar cedo quando o dia sai do previsto.

Planeje com folga e acompanhe a execução

Rota planejada no limite atrasa na primeira surpresa. Uma folga modesta, distribuída ao longo do dia, protege as janelas de horário sem desperdiçar capacidade. O complemento da folga é a visibilidade: saber, às 11h, que a rota está quarenta minutos atrás do previsto permite agir antes do almoço, e não descobrir o atraso às 17h.

No MoveControl, os alertas de risco de atraso sinalizam a parada ameaçada enquanto ainda há tempo de reordenar a rota ou repassar a coleta.

Quer planejar rotas com o tempo real da sua cidade, e não com o tempo do mapa? Fale com um especialista.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Por que o motorista sempre demora mais do que o mapa indica?

Porque o mapa calcula apenas o deslocamento de um veículo leve, sem paradas. Estacionar, passar pela portaria, aguardar a carga, conferir e registrar o comprovante não entram na estimativa, e em rota urbana somam uma parte grande do dia.

Quanto tempo de parada devo considerar no planejamento?

Depende do tipo de local, e o número certo é o da sua operação. Meça chegada e saída por algumas semanas e use o tempo típico de cada grupo de clientes. Usar um valor único para todos distorce a rota.

Vale colocar folga na rota ou isso desperdiça capacidade?

Vale. Uma rota sem folga atrasa na primeira surpresa e compromete todas as paradas seguintes. A folga bem dosada custa pouco e protege as janelas de horário, que são o compromisso assumido com o cliente.

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