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MoveControl
Mapa rodoviário impresso, com estradas em vermelho e amarelo

Roteirização

Problema de roteamento de veículos explicado sem matemática

Por MoveControl · · 7 min de leitura

Resposta rápida

O problema de roteamento de veículos é o nome técnico da pergunta que todo gestor de frota faz de manhã: como distribuir as paradas do dia entre os veículos e em que ordem visitá-las, gastando o mínimo e respeitando as restrições. Ele é difícil porque o número de combinações cresce de forma explosiva a cada parada adicionada. Por isso os sistemas não testam todas as possibilidades: usam métodos que chegam a uma boa solução em tempo útil.

O problema em uma frase

Você tem uma base, alguns veículos e uma lista de endereços para visitar. Cada veículo sai da base, faz suas paradas e volta. A pergunta é: qual divisão de paradas e qual sequência gastam menos tempo e quilômetro, sem quebrar nenhuma regra? Na literatura de logística isso é conhecido pela sigla em inglês VRP.

O parente mais famoso é o problema do caixeiro viajante, em que há um único viajante e a pergunta é apenas a ordem das cidades. O roteamento de veículos é o caixeiro viajante com vários viajantes e com as regras do mundo real por cima.

Por que é tão difícil

Com três paradas, há seis ordens possíveis, e dá para comparar todas no papel. Com dez paradas, as ordens possíveis já passam de três milhões. Com vinte, o número tem dezenove dígitos. E isso para um único veículo, antes de decidir qual parada vai para qual motorista.

Esse crescimento é o motivo pelo qual nem a pessoa mais experiente nem o computador mais rápido resolvem o problema testando tudo. A pessoa experiente usa atalhos mentais: agrupa por bairro, começa pelo mais longe, deixa o centro para depois do almoço. O sistema usa atalhos parecidos, só que aplicados com disciplina e em todas as paradas ao mesmo tempo.

As variações que aparecem na vida real

O problema básico quase nunca aparece puro. Cada operação acrescenta regras, e cada regra tem nome na literatura. Não é preciso decorar os nomes, mas ajuda reconhecer qual é o seu caso:

  • Com janela de tempo: cada cliente tem um intervalo de horário em que pode ser atendido.
  • Com capacidade: o veículo tem limite de peso ou volume.
  • Com coleta e entrega: o mesmo veículo recolhe em um ponto e entrega em outro, e a coleta precisa vir antes.
  • Com prazo de retorno: o veículo precisa estar de volta à base até determinada hora.
  • Dinâmico: paradas novas surgem com os veículos já na rua.

Uma transportadora urbana costuma viver quase todas ao mesmo tempo. A coleta fixa tem janela, a carga tem hora para voltar, e às 15h chega um pedido urgente.

Cada regra nova reduz o número de rotas válidas e, ao mesmo tempo, torna mais difícil encontrar uma boa. É por isso que uma rota que parecia óbvia no mapa deixa de servir quando se lembra que o cliente do meio do caminho só abre depois do almoço.

Ótimo, bom e explicável

Como não dá para provar qual é a melhor rota de todas em tempo útil, o objetivo prático é outro: uma rota boa, calculada em segundos, que respeite todas as restrições. A diferença entre a rota boa e a rota perfeita costuma ser pequena. A diferença entre a rota boa e a rota montada às pressas costuma ser grande.

Há ainda uma qualidade pouco comentada: a rota precisa ser explicável. Alguns métodos usam sorteio interno e devolvem resultados diferentes a cada execução com os mesmos dados. Isso confunde a equipe, porque a rota de hoje muda se alguém apertar o botão de novo. Um método determinístico devolve sempre o mesmo resultado para a mesma entrada.

É a escolha feita na otimização de rotas do MoveControl: o cálculo é determinístico e considera janela de horário e prazo de retorno à base. Mesmas paradas, mesmas regras, mesma rota.

O que o gestor precisa cobrar de um roteirizador

  1. Que aceite as restrições reais da operação, e não apenas distância.
  2. Que respeite a janela de horário como regra, e não como sugestão.
  3. Que permita ajuste manual, porque sempre haverá informação que só a equipe tem.
  4. Que mostre a hora prevista de cada parada, para ser possível avisar o cliente.
  5. Que lide com parada nova durante o dia sem desmontar o que já está em andamento.

Para o último item, o MoveControl tem a sugestão de motorista, que indica qual motorista encaixa melhor uma coleta nova considerando a rota que cada um ainda tem pela frente.

Um teste simples para qualquer roteirizador: leve um dia real da sua operação, com as janelas verdadeiras, e compare a rota calculada com a que a equipe praticou. Se o sistema propõe algo que o motorista mais antigo considera absurdo, descubra o motivo. Às vezes falta uma regra no cadastro. Às vezes o hábito é que estava errado.

Entender o problema não exige fórmula. Exige saber que ele é difícil de verdade, que a intuição humana resolve bem os casos pequenos e que, a partir de certo volume, a disciplina do cálculo ganha da memória.

Quer ver o problema resolvido com as paradas da sua operação? Fale com um especialista e leve um dia real de coletas e entregas para a conversa.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O que significa VRP?

É a sigla em inglês para problema de roteamento de veículos. Descreve o desafio de distribuir paradas entre veículos e ordenar as visitas com o menor custo, respeitando restrições como horário, capacidade e retorno à base.

O roteirizador encontra a melhor rota possível?

Em operações reais, nenhum sistema garante a rota perfeita, porque o número de combinações é grande demais. O que se busca é uma rota boa, viável e calculada em segundos. Na prática, isso já supera com folga a montagem manual feita sob pressão.

Por que importa a otimização ser determinística?

Porque o mesmo conjunto de paradas gera sempre a mesma rota. Isso dá previsibilidade para a equipe, facilita explicar a sequência ao motorista e permite comparar dias diferentes sem ruído do próprio cálculo.

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