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MoveControl
Caminhão de carga em uma estrada entre montanhas

Roteirização

Como calcular o custo por parada e por quilômetro da sua frota

Por MoveControl · · 7 min de leitura

Resposta rápida

O custo por quilômetro é a soma dos custos variáveis do veículo dividida pelos quilômetros rodados. O custo por parada é o custo total da operação de rua, fixo mais variável, dividido pelo número de paradas concluídas. O primeiro mostra a eficiência do veículo; o segundo mostra a eficiência da rota. Em operação urbana, o custo por parada é o mais útil para decidir preço, região atendida e tamanho da frota.

Separe custo fixo de custo variável

Custo fixo é o que você paga com o veículo parado. Custo variável é o que cresce com o quilômetro. Misturar os dois é o erro mais comum e leva a decisões ruins, como recusar uma coleta que pagaria o variável e ajudaria a diluir o fixo.

  • Fixos: salário e encargos do motorista, seguro, licenciamento e impostos do veículo, depreciação ou parcela, rastreador, sistema.
  • Variáveis: combustível, pneus, manutenção ligada à rodagem, lavagem, pedágio e estacionamento quando houver.

Como calcular o custo por quilômetro

Some os custos variáveis de um mês e divida pelos quilômetros rodados no mesmo mês. Use o hodômetro, não a estimativa do mapa, porque deslocamento até o posto, retorno para buscar documento esquecido e volta no quarteirão procurando vaga também são quilômetros pagos.

Conta de exemplo, com valores inventados apenas para mostrar o raciocínio: um utilitário rodou 2.500 km no mês. Gastou R$ 1.750 de combustível, R$ 300 de manutenção proporcional e R$ 200 de pneus proporcionais. O variável somou R$ 2.250. Dividido por 2.500 km, o custo variável ficou em R$ 0,90 por quilômetro. Os seus números serão outros; o método é o mesmo.

Como calcular o custo por parada

Some o custo fixo mensal do conjunto veículo mais motorista com o custo variável do mês, e divida pelo número de paradas concluídas. Parada concluída é coleta ou entrega efetivamente realizada. Tentativa frustrada entra no custo, mas não no divisor, e é exatamente por isso que ela encarece a operação.

Continuando o mesmo exemplo inventado: suponha custo fixo de R$ 6.750 no mês para esse veículo e motorista. Somado ao variável de R$ 2.250, o total é R$ 9.000. Se foram 600 paradas concluídas, o custo por parada é R$ 15. Se, com a mesma estrutura, a rota bem montada permitir 720 paradas, o fixo não muda, o variável sobe um pouco e o custo por parada cai. É aí que a roteirização aparece no resultado.

Repare no que a conta ensina. O custo fixo é a maior fatia e não depende da rota. O único jeito de torná-lo mais leve é dividi-lo por mais paradas concluídas. Por isso, em operação urbana, o ganho de uma rota bem montada aparece menos na bomba de combustível e mais na quantidade de atendimentos que cabem no mesmo dia, com o mesmo motorista e o mesmo veículo.

Se a frota for mista, faça a conta por tipo de veículo. Moto, utilitário e caminhão leve têm estruturas de custo muito diferentes, e a média geral esconde qual deles está caro para o trabalho que faz.

O que o custo por parada revela

Calculado por motorista ou por região, o custo por parada mostra coisas que o total do mês esconde:

  • Regiões distantes da base com poucas paradas têm custo unitário alto, e talvez o preço cobrado ali precise ser outro.
  • Clientes com espera longa para liberar a carga reduzem o número de paradas do dia e encarecem todas as outras.
  • Tentativas frustradas pesam em dobro: custam a ida e custam a volta no dia seguinte.
  • Um motorista com custo por parada muito diferente dos demais pode estar com a região mal desenhada, e não necessariamente com desempenho ruim.

De onde tirar os dados sem virar refém da planilha

A parte financeira vem da contabilidade e do controle de abastecimento. A parte operacional, que é o número de paradas concluídas por motorista, por dia e por região, precisa vir de um registro confiável. Anotação em papel tende a falhar exatamente nos dias mais corridos, que são os que mais importam.

No MoveControl, cada parada concluída no app do motorista fica registrada com comprovante e foto obrigatória, o que dá um divisor confiável para a conta.

Os indicadores podem ser exportados em CSV, para cruzar o volume de paradas com os custos que estão no seu financeiro.

Como usar os números na decisão

Com os dois indicadores na mão, três decisões ficam mais fáceis. Preço: nenhuma coleta deveria ser vendida abaixo do custo por parada da região, salvo decisão consciente. Rota: reduzir quilômetro derruba o custo variável, e aumentar paradas por dia dilui o fixo. Frota: antes de comprar veículo, vale verificar se o custo por parada está alto por falta de capacidade ou por rota mal distribuída.

Refaça a conta todo mês. O valor absoluto importa menos do que a tendência, e a comparação entre regiões importa mais do que a média geral.

Quer entender como medir as paradas da sua operação com confiança? Fale com um especialista e veja como os registros do dia a dia viram indicador.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual a fórmula do custo por quilômetro rodado?

Custos variáveis do período divididos pelos quilômetros rodados no mesmo período. Entram combustível, pneus, manutenção ligada à rodagem e pedágios. Quem quiser o custo completo por quilômetro soma também os fixos, mas para decisão de rota o variável é o mais útil.

Custo por parada ou custo por quilômetro: qual acompanhar?

Os dois, com funções diferentes. Em operação urbana, com muitas paradas e pouca distância entre elas, o custo por parada explica melhor o resultado, porque o tempo parado pesa mais do que o quilômetro. Em rotas longas, o custo por quilômetro ganha importância.

Tentativa de entrega frustrada entra no cálculo?

Entra no custo, porque o veículo rodou e o motorista gastou tempo, mas não entra no número de paradas concluídas. O efeito é aumentar o custo por parada, o que reflete corretamente o prejuízo da tentativa perdida.

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