Pular para o conteúdo
MoveControl
Trevo rodoviário visto de cima, com viadutos cruzados e carros em várias pistas

Roteirização

Roteirização dinâmica ou rota fixa: qual usar na sua operação

Por MoveControl · · 6 min de leitura

Resposta rápida

Rota fixa é a que se repete com os mesmos clientes e a mesma sequência nos dias combinados. Roteirização dinâmica recalcula a rota a cada dia, ou durante o dia, conforme os pedidos. A rota fixa ganha em previsibilidade e relacionamento; a dinâmica ganha em aproveitamento da frota quando a demanda varia. A maioria das operações urbanas de coleta funciona melhor com um modelo híbrido: uma base fixa de clientes recorrentes e encaixe dinâmico das coletas avulsas.

O que é rota fixa

Na rota fixa, o motorista atende os mesmos clientes, na mesma ordem, nos mesmos dias da semana. É o modelo clássico de quem coleta diariamente em lojas, laboratórios, escritórios ou indústrias com contrato recorrente. O cliente sabe que o motorista passa por volta das 10h, e o motorista conhece o porteiro pelo nome.

  • Vantagens: previsibilidade para o cliente, familiaridade do motorista com os locais, pouco esforço de planejamento.
  • Limites: envelhece sem que ninguém perceba. Clientes entram e saem, a sequência vai sendo remendada e, depois de um ano, a rota já não faz sentido no mapa.

O que é roteirização dinâmica

Na roteirização dinâmica, a rota é calculada a partir dos pedidos daquele dia. Em um sentido mais forte, ela também é recalculada durante o dia, quando entram coletas novas ou quando um atraso obriga a redistribuir paradas. É o modelo natural de quem vive de demanda avulsa, em que o conjunto de endereços nunca se repete.

  • Vantagens: aproveita melhor a frota quando o volume varia, reage a imprevistos, evita veículo rodando meio vazio em região sem demanda.
  • Limites: exige sistema, exige motorista adaptável e pode irritar cliente recorrente que gostava do horário de sempre.

Como decidir entre uma e outra

A decisão depende do perfil da demanda, e três perguntas resolvem a maior parte dos casos:

  1. Que parcela das paradas se repete toda semana? Quanto maior, mais sentido faz uma base fixa.
  2. Quanto o volume varia de um dia para outro? Variação grande pede cálculo diário.
  3. Os pedidos chegam com antecedência ou no mesmo dia? Pedido no mesmo dia pede capacidade de encaixe com a frota já na rua.

Pense em dois extremos. Uma empresa que recolhe malotes nos mesmos quarenta escritórios, de segunda a sexta, tem demanda quase toda repetida e conhecida: rota fixa, revisada de tempos em tempos, atende bem. Já uma empresa de entregas sob demanda para o comércio, que de manhã não sabe quais endereços visitará à tarde, não tem o que fixar. Entre um extremo e outro está a maior parte das transportadoras urbanas.

Considere também a equipe. Rota fixa aceita motorista novato com mais facilidade, porque o percurso se aprende em poucos dias. A rota dinâmica exige que o motorista confie na sequência que recebe e saiba usar o aplicativo, o que pede treinamento e uma ferramenta simples na mão dele.

O modelo híbrido, na prática

Em transportadora urbana, o comum é conviver com os dois mundos. Há uma carteira de coletas fixas, que garante o faturamento recorrente, e um fluxo de coletas avulsas, que chega ao longo do dia. O modelo híbrido trata cada uma como deve ser tratada.

As coletas fixas formam o esqueleto do dia. Cada motorista tem sua região e seus clientes recorrentes, com janelas conhecidas. As avulsas entram por cima desse esqueleto, distribuídas para o motorista que melhor absorve cada uma. A sequência final é recalculada considerando tudo junto, de modo que a coleta fixa não perde a janela por causa do encaixe.

No MoveControl, esse esqueleto vive na agenda de coletas, que trata coletas fixas e avulsas no mesmo lugar, sem exigir recadastro do que se repete.

A distribuição entre motoristas acontece no quadro de atribuição, onde o planejador enxerga a carga de cada um e move paradas quando necessário.

E a ordem das paradas sai da otimização de rotas, determinística, com janela de horário e prazo de retorno à base. Por ser determinística, a rota do cliente fixo não muda à toa de um dia para o outro: muda quando os dados mudam.

Revise a rota fixa de tempos em tempos

Mesmo quem opera majoritariamente com rota fixa ganha ao recalculá-la periodicamente. Um bom exercício é pegar a lista de clientes fixos de um motorista, rodar a otimização como se fosse um dia novo e comparar com a sequência praticada. Se a diferença for pequena, a rota está saudável. Se for grande, há quilômetro sendo desperdiçado toda semana, por hábito.

Ao mudar, comunique o cliente. A previsibilidade é o principal valor da rota fixa, e uma mudança de horário avisada com antecedência é bem aceita. Uma mudança descoberta na portaria não é.

Quer avaliar qual modelo cabe na sua operação? Fale com um especialista e leve o perfil da sua demanda: quanto é fixo, quanto é avulso e como os pedidos chegam.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Roteirização dinâmica significa mudar a rota do motorista o tempo todo?

Não deveria. O bom uso recalcula quando há motivo: pedido novo, atraso relevante, motorista indisponível. Mudança sem motivo confunde o motorista e o cliente, e é um dos argumentos a favor de um cálculo determinístico.

Rota fixa ainda faz sentido com um sistema de roteirização?

Faz. Clientes recorrentes valorizam horário previsível e motorista conhecido. O sistema ajuda a manter a rota fixa saudável, revisando a sequência quando a carteira muda, e a encaixar a demanda avulsa sem comprometer os compromissos fixos.

Como começar um modelo híbrido?

Cadastre primeiro as coletas fixas com seus dias e janelas, definindo a região de cada motorista. Depois passe a registrar todas as avulsas no mesmo sistema e use a atribuição para distribuí-las. Em poucas semanas o padrão de demanda avulsa por região fica visível.

Mais controle para um mundo que não para

Vamos colocar a sua operação em movimento?

Converse com um especialista sobre a sua rotina de coletas e entregas e veja como o MoveControl se encaixa nela.