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Vista do alto de avenidas movimentadas de São Paulo ao entardecer, com viaduto, árvores e prédios ao fundo

Operação e motoristas

Como tratar ocorrência em campo: endereço errado, recusa e avaria

Por MoveControl · · 7 min de leitura

Resposta rápida

Ocorrência em campo se trata com três regras: o motorista registra na hora, com motivo padronizado e foto; a base decide o próximo passo, e não o motorista sozinho; e o cadastro é corrigido para que o problema não se repita. Endereço errado, recusa de recebimento e avaria têm tratamentos diferentes, mas o fluxo é o mesmo: registrar, comunicar, decidir e corrigir a causa.

O que é uma ocorrência e por que padronizar

Ocorrência é tudo o que impede a parada de ser concluída como planejado. Em uma operação com centenas de paradas por dia, elas são inevitáveis. O que diferencia uma operação organizada é o que acontece nos dez minutos seguintes.

Sem padrão, cada motorista resolve do seu jeito: um volta com a mercadoria, outro deixa com o vizinho, outro espera quarenta minutos. A base só descobre quando o cliente reclama. Com padrão, a decisão é previsível e fica registrada.

O fluxo que serve para qualquer ocorrência

  1. Registrar: o motorista marca a ocorrência no aplicativo, escolhe o motivo em uma lista curta e tira uma foto que mostre a situação.
  2. Comunicar: a base vê a ocorrência e assume a conversa com o cliente. O motorista não negocia sozinho.
  3. Decidir: reagendar, tentar de novo no mesmo dia, devolver ao remetente ou redirecionar. A decisão é da base, com os dados da rota na frente.
  4. Seguir: o motorista continua a rota. A parada problemática não pode consumir a folga das demais.
  5. Corrigir a causa: cadastro atualizado, cliente orientado, processo ajustado.

No app do motorista do MoveControl, o status é atualizado com um toque e a foto faz parte do registro, mesmo sem internet no local.

Endereço errado ou incompleto

É a ocorrência mais evitável. Costuma nascer de cadastro antigo, número trocado, falta de bloco ou sala, ou mudança de endereço que o cliente não avisou.

  • O motorista registra a ocorrência com foto da fachada ou da numeração encontrada.
  • A base liga para o contato do pedido e confirma o endereço correto.
  • Se o endereço certo for próximo e couber na rota, a parada é corrigida e o motorista segue. Se for longe, a base reavalia quem atende.
  • O cadastro do cliente é corrigido no mesmo dia, com ponto de referência.

A última etapa é a que mais se esquece. Sem ela, o mesmo endereço vai gerar a mesma ocorrência na próxima visita, com outro motorista.

Recusa de recebimento

O destinatário pode recusar por vários motivos: não reconhece o pedido, divergência de quantidade, embalagem danificada, horário fora do recebimento ou falta de documento. O motorista não deve discutir nem tentar convencer.

  • Registrar o motivo informado pelo destinatário e o nome de quem recusou.
  • Fotografar os volumes no estado em que estavam no momento da recusa.
  • Se houver documento, pedir que a recusa seja anotada nele, conforme a prática da sua operação.
  • Aguardar a orientação da base sobre o destino da carga.

As obrigações fiscais ligadas à devolução de mercadoria variam conforme o tipo de operação. Alinhe esse procedimento com o seu contador para que o motorista saiba exatamente o que trazer de volta.

Avaria e divergência de volumes

Aqui a foto é decisiva, e o momento dela também. Na coleta, se a embalagem já está amassada ou violada, o registro antes de carregar protege a transportadora. Na entrega, a foto no ato mostra o estado em que a carga chegou.

Divergência de quantidade segue a mesma lógica: o motorista registra quantos volumes recebeu de fato, fotografa o conjunto e a base trata a diferença com o cliente. Aceitar no verbal que o volume que faltou vai depois é abrir espaço para contestação.

Um exemplo: o pedido informa cinco caixas para coleta e o cliente apresenta quatro, dizendo que a quinta será enviada no dia seguinte. O motorista registra quatro volumes, fotografa os quatro juntos e conclui a coleta com a ocorrência de divergência. A base confirma com o cliente por escrito e abre uma nova coleta para o volume restante. Cada volume passa a ter seu próprio registro, e ninguém precisa lembrar do combinado.

Quando a ocorrência tira uma parada da rota ou exige retorno ao mesmo endereço, a base ajusta a atribuição e o motorista é avisado da mudança pelo aplicativo, sem precisar anotar nada.

Use o histórico para reduzir ocorrências

Motivos padronizados permitem somar. No fim do mês, vale olhar quais motivos mais aparecem, quais clientes concentram ocorrências e em quais dias e horários. Normalmente poucos clientes e poucos endereços respondem por grande parte do problema, e uma conversa ou um ajuste de cadastro resolve.

Os indicadores do MoveControl podem ser exportados em CSV para esse tipo de análise.

Se as ocorrências da sua operação ainda chegam por ligação e ficam sem registro, fale com um especialista e veja como estruturar esse fluxo.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O motorista pode deixar a mercadoria com o vizinho ou na portaria?

Só se isso estiver autorizado pelo cliente e pela base, de preferência por escrito no pedido. Sem autorização, a entrega a terceiros cria risco de contestação. Quando autorizada, o nome de quem recebeu e a foto são indispensáveis.

Quantos motivos de ocorrência devo cadastrar?

Poucos. Uma lista de seis a dez motivos cobre a maior parte dos casos e pode ser escolhida com um toque. Listas longas levam o motorista a marcar qualquer opção.

Quem deve falar com o cliente na hora da ocorrência?

A base. O motorista registra e informa, e a base conduz a conversa com o cliente, porque tem a visão da rota inteira e do contrato. Isso também protege o motorista de assumir compromissos que a operação não consegue cumprir.

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